A Rua de Cedofeita é um arruamento nas freguesias de Vitória e Cedofeita da cidade do Porto, em Portugal.
A rua vai buscar o nome à Igreja de São Martinho de Cedofeita, cuja fundação se pensa remontar ao século VI, em pleno domínio suevo. Sobre a antiguidade do templo se terá dito que foi cito facta (i.e., cedo feita), derivando em Cedofeita.

Afastada do núcleo urbano medieval portuense, delimitado pela Muralha Fernandina, a zona da atual freguesia de Cedofeita, acolheu a igreja de São Martinho, cuja fundação se pensa remontar ao século VI, o que testemunha a vivência desta área em épocas bem remotas.

No entanto, a abertura da Rua de Cedofeita só aconteceu em 1762, integrada num vasto plano de renovação urbanística posto em prática por João de Almada e Melo, através da Junta das Obras Públicas. O novo plano tinha como objetivo relacionar a zona portuária ribeirinha com a alta da cidade, através da “regularização e criação de eixos de escoamento, bem como a sua articulação transversal”.[1] Entre as vias mais importantes encontrava-se a então denominada “Rua da Estrada”, hoje Rua de Cedofeita.

A urbanização da rua foi rápida. Embora ainda não estivesse concluída no final do século XVIII, a denominada Planta redonda de Balck, publicada em Londres em 1813, mostra a rua já na sua extensão atual — entre a Praça de Carlos Alberto e a Rua da Boavista — e com abundante implantação de edifícios de ambos os lados.

A grande maioria das edificações que hoje constituem a Rua de Cedofeita remontam ao final do século XVIII e inícios do seguinte. São predominantemente estreitos e compridos, com certa homogeneidade arquitetónica, boa parte ostenta varandas de sacada, cantarias na definição dos vãos e pilastras, cimalhas de granito ou com balaústres de pedra e cerâmica, e azulejos na fachada, estes já do século XIX ou XX.

Pontos de interesse
Na Rua de Cedofeita há diversas edificações classificadas como imóvel de interesse público pelo IGESPAR.[2] De entre os atuais imóveis da Rua de Cedofeita merecem destaque os prédios:

N.ºs 154 a 162 por serem considerados os mais antigos
N.º 159, onde viveu Joaquim de Vasconcelos e Carolina Michaëlis.
N.º 395 que acolheu D. Pedro durante o Cerco do Porto;
N.º 548 pelos interiores do século XIX

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